Concidadãos dos Santos


Concidadãos dos Santos

Contexto

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef 2:11-19)

 Uma das igrejas mais proeminentes foi a de Éfeso.

O apóstolo PAULO, visitou essa igreja em sua terceira viagem missionária. E lá permaneceu durante três anos pregando e ensinando com grande eficiência (Atos 19.1-20).

Paulo se encontrou com os anciãos de Éfeso e escolheu Timóteo para servir como líder (1 Timóteo 1.3). Poucos anos depois, Paulo foi enviado como prisioneiro a Roma, onde recebeu a visita de mensageiros de várias igrejas, inclusive de Tíquico, de Éfeso. Paulo escreveu esta carta a Igreja em Éfeso e enviou-a por Tíquico. Ela não foi escrita para combater heresias ou enfrentar qualquer problema especifico. Ao contrário, trata-se de uma carta de encorajamento na qual Paulo descreve a natureza e a estrutura da igreja, e desafia os crentes a agirem como representantes do corpo de Cristo na terra.

Após uma calorosa saudação (1 -2).

Paulo afirma a natureza da igreja o fato glorioso de os crentes cm Cristo terem sido cobertos pela bondade de Deus (3-8), escolhidos para a grandeza divina (1.9-12), cheios do Espírito (1.13,14) e do seu poder (1.15-23), libertos da maldição e da escravidão do pecado (2.1-10), e se aproximado de Deus (2.11-18).

Como somos parte da “família” de Deus, estamos ao lado de profetas, apóstolos, judeus, gentios e do próprio Cristo. Como se estivesse transbordando de emoção ao lembrar tudo àquilo que Deus já fez. Paulo desafia os efésios a viverem próximos a Cristo e, em seguida, faz uma oração espontânea (3:14-21).

Mais tarde, Paulo volta sua atenção às implicações de pertencer ao corpo de Cristo, isto e, a igreja. Os crentes devem conservar a unidade no seu compromisso com Cristo com os seus dons espirituais (4:1-16), e manter os mais elevados padrões morais (4.17— 6.9). Individualmente, isso significa rejeitar as práticas pagãs (4.17—5.20); e, para a família, amor mútuo e submissão (5.21—6.9).

Em seguida, o apostolo lembra aos efésios que a igreja enfrenta uma batalha constante contra as forças das trevas e que eles devem usar toda armadura espiritual a sua disposição (10-17). Paulo conclui pedindo orações, dando uma incumbência a Tíquico e a sua benção (6.18-24).

 

O lugar onde vivemos

 

Brasília por ser o centro político nacional, possui representação de quase todos os paises com quem o Brasil, mantém algum tipo de relacionamento.

Há em nossa cidade uma rua chamada de Avenida das Nações, e ali existe uma quantidade imensa de representações de nações amigas, são as embaixadas.

Ao passar admirando a arquitetura, algumas peculiaridades chamam a atenção. Desde o estilo da construção, que por vezes busca inspiração no seu país de origem, até as pessoas com costumes, trajes, linguajar, pensamentos ideológicos tradicionais de seus paises.

As pessoas desses países têm um idioma diferente do nosso, usam roupas que talvez não estejam no auge da moda por aqui, e para nós não é difícil diferencia-las, talvez nem tanto pelo aspecto físico, embora, isso influencie grandemente, mas o jeito de falar, de vestir, de se comportar, denunciam que eles não são daqui.

Fico imaginando a vida dessas pessoas, que migram de sua nação de origem para outra com um propósito definido, vêm a serviço, e sua meta aqui é cumprir o papel que lhes foi designado por seus superiores.

Estando aqui em nossa nação, geralmente são bem tratados, o território que ocupam é reconhecido como território estrangeiro, onde ninguém pode entrar sem autorização do embaixador.

Outro fato interessante: as pessoas estrangeiras que estão aqui a serviço, fazem suas compras de alimentos no mesmo local que nós, são abastecidos pela mesma água que nos serve, mesma eletricidade, enfim, usufruem as mesmas coisas que nós.

Apesar de estarem por aqui, vivendo entre nós, eles não se imiscuem em nossos problemas, são cientes de sua obrigação e cumprem com fidelidade a missão para a qual foram incumbidos.

Nos não temos ingerência na permanência deles em nosso meio. A vinda ou partida de algum deles, é de responsabilidade daquele que os arregimentou. Quando chegam ao nosso país, providenciam móveis e eletrodomésticos para seu uso (em alguns casos quando chegam já encontram tudo mobiliado), e todos os recursos auferidos durante sua estada em nosso país com certeza eles aplicam em seus paises de origem.

Aqui a inflação come tudo, e ademais, quando forem chamados à sua origem, deixam tudo para trás, levando somente o essencial.

Sua riqueza conquistada aqui, fica guardada e bem aplicada onde eles planejam passar o resto de suas vidas.

 

O Cristão

 

Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.

Não peço que os tires do mundo, mas que os guarde do mal.

Eles não são do mundo, como eu também não sou.

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.”  (Jo 17:14-18)

 

Jesus orando por nós deixou claro nossa nacionalidade. Temos consciência de nossa adoção por Deus Pai, através de Cristo Jesus, portanto, deveria ser também claro para nós a finalidade de nossa vida. O porque de nossa existência.

Quando o apóstolo Paulo, exemplifica a nossa posição como embaixadores, também deixa claro que não somos daqui, e que temos uma missão a cumprir.

 

De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. 2 Co 5:20

 

O embaixador é um estrangeiro, não pertence a este país (mundo), ele é alguém credenciado para representar, para agir em nome de outro. Nós somos embaixadores credenciados para agir em nome de Jesus!

Somos embaixadores levando as pessoas à reconciliação com Deus e umas com as outras. Tornando todos irmãos em Cristo Jesus, portanto, da família de Deus.

Nossa missão é fazer com que esta família esteja toda unida no dia da ceia final, e, que ao soar das trombetas nenhum tenha se perdido. Não somos cristãos nominais.

O Cristão nominal

 

A melhor definição de um cristão nominal foi dada por Patrick Morley.  Um prospero empresário cristão da Flórida USA.

Todas as manhãs de sexta-feira desde 1986, Patrick ensinou um estudo bíblico a aproximadamente 10,000 homens – 150 homens vivem em Orlando, Flórida e os outros através de um webcast de Vídeo Estudo Bíblico através da Internet em todos os 50 estados e em todo o mundo.

Em 1989, ele escreveu The Man in the Mirror, um livro de marco que derramou de sua própria busca de significado, propósito e um relacionamento mais profundo com Deus. Com mais de 3.000.000 de cópias, este livro best-seller capturou os homens imaginação em todo o mundo, e foi selecionado como um dos 100 mais influentes livros cristãos do século XX. Ele escreveu 20 livros – seis dos quais têm sido aclamados pela crítica – e tem leitores em mais de 48 países.

PORT THIS AD

Em 1991, Patrick fundou o Homem no Espelho com uma visão “para cada igreja de discipular cada homem.” Eles impactaram 12.000.000 homens através de 35.000 igrejas.

Veja o que ele diz:

 

“O cristão nominal é aquele que busca o Deus que ele quer, em vez do Deus que realmente é.  A sua tendência é a de ser superficial na compreensão de Deus: ele vê Deus como um super avô que o mima e que está sempre pronto para atender os seus desejos.  Ele sente necessidade de Deus, mas em seus próprios termos.  Ele sempre deseja um Deus relativo em vez de um Deus absoluto.”

O cristão nominal é aquele que lê a sua bíblia com uma agenda em mente, se é que sequer lê sua bíblia. Ele está constantemente buscando na bíblia evidências para apoiar a decisão que já tomou.  Na realidade, ele busca um Deus que ele próprio vai sublinhando na sua bíblia e, ao fazer isso, ele acaba escrevendo um “quinto evangelho”.

De muitas maneiras, ele simplesmente acrescenta Jesus à sua vida, da mesma maneira que ele já acrescentou uma série de outras coisas na sua abarrotada agenda.  Ele já fez planos e “planejamento estratégico” para a sua vida.  Seu moto é: “Planeje e ore”. Ele lê a sua bíblia em busca de conforto, mas é no jornal ou nas principais mídias que ele busca a direção para sua vida.

Biblicamente, esses homens têm permitido que as preocupações da vida, o engano do dinheiro e o poder sufoquem a Palavra de Deus, tornando-os completamente infrutíferos (Mateus 13:22). Eles têm permitido que o fermento da cultura/sociedade contamine toda a massa (Gálatas 5:9). Eles fazem aquilo que lhes é permitido e não o que é benéfico (I Coríntios 6:12).  Esses homens estão em grande perigo porque construíram a sua casa na areia e não na rocha (Mateus 7:24-27).

“Não importa quão errado foi o caminho que você decidiu seguir, a única solução é voltar atrás.”

Provérbios 28:13

O Cristão e o Sal

 

“Vocês são o sal da terra. Mas, se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus. Mateus 5:13-16

 

 

O cristão como o sal é para mim a comparação mais completa para traduzir a vida efetiva de um cristão.

 

O Sal é conhecido por várias aplicações, que podemos resumir em 3 propriedades:

 

O sal salga – dá sabor, faz a diferença – exemplos culinários

O sal cura – propriedades terapêuticas – exemplos

O sal conserva – maior conservante natural. exemplos

 

O cristão efetivo

 

Ser efetivo é ter capacidade de produzir efeito real, é estar apto a agir ou a funcionar normalmente.

Por que devemos ser cristãos efetivos?

1 – responsabilidade com a ordenança = ide

2 – cautela = advertências de Jesus em Mateus 24

  1. a) Exortação a vigilância – os tempos
  2. b) Parábola do bom servo e do mau
  3. c) Parábola das 10 virgens
  4. d) Parábola dos talentos

3 – Uma questão de fé e inteligência.

 

 

 

O trabalho do e para o Cristão

 

“Tudo o que existe nos céus e na terra é seu, ó senhor, e seu é este reino.

Nós adoramos a Deus porque Ele dirige todas as coisas.

Riquezas e honras vêm somente do Senhor, e ele é o Governador de toda a Humanidade;

Sua mão controla força e poder, e é por sua vontade que os homens se tornam importantes e recebem força” (1 Cr 29 .11-12, BV)

 

 

Somos obra das mãos de Deus, e tudo que existe também foi feito por Ele.

Davi conhecido como o homem segundo o coração de Deus, em uma belíssima oração se curva ante a soberania e grandeza do Senhor.

É bom para nós conhecermos a dimensão do controle de Deus, sobre tudo e todos. Este conhecimento nos traz um descanso, e também uma responsabilidade. Descanso porque tudo está nas mãos de Deus, responsabilidade porque tudo pertence a Deus e somos administradores, fiéis ou infiéis.

 

“Foi o próprio Deus quem fez de nós o que somos e nos deu uma vida nova da parte de Cristo Jesus; e muitos séculos atrás, Ele planejou que gastássemos essa vida em auxiliar aos outros” (Ef 2:10).

 

Nossa missão é auxiliar outros. Deus nos deu recursos sobrenaturais (dons espirituais) e também, recursos naturais para esta tarefa. Os recursos sobrenaturais nos capacitam na luta espiritual, os recursos naturais são como acessórios dentro de um automóvel, trazendo conforto material, menor esforço, potência na hora da decisão. Mas que recursos materiais seriam estes?

  • Conhecimento =, a sabedoria, a inteligência;
  • O dinheiro = os recursos financeiros, materiais e morais;
  • A posição na sociedade, no emprego;
  • A força, a saúde, o vigor.

Alguns pensam que se fizeram por si próprios, contudo, todos estes são acessórios que equipam a vida das pessoas para auxiliar na missão a ser cumprida, é importante frisar que estes acessórios são fornecidos por nosso fabricante. Devendo ser utilizados da melhor maneira possível, no intuito de propagar o reino de Deus. Lembrando sempre que o básico todos nós temos.

Novamente o apóstolo Paulo nos auxilia, com seu exemplo de vida, trazendo em suas cartas verdadeiras perolas de incentivo ao trabalho cristão.

 

“Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível.

Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei.

Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse não estando sem lei para com Deus, mas debaixo d lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei.

Fiz-me fraco pra com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me de tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.

Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele” (I Co 9:23)

 

         Podemos ainda exemplificar os acessórios que são disponibilizados através das três fases da vida de Moisés, no  livro de Atos isto fica muito claro: Atos 7:20-30

 

1ª) 40 anos pensando que era alguém: 7: 22

 

  • Confiante em suas habilidades – “Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras”. Imaginem uma pessoa educada nos melhores colégios, preparada para qualquer área, esse era Moisés.
  • Confiante em seu poder financeiro – A filha do faraó o recolheu e criou como seu próprio filho. Dinheiro não seria problema para Moisés.
  • Confiante em sua posição – Como neto do faraó, todas as portas automaticamente se abriam a sua passagem.
  • Confiante em sua força física – Como filho de Faraó Moisés era treinado nas lutas. Ele lutou e matou um egípcio.

 

Durante esta fase da vida de Moisés, ele desconhecia o propósito de Deus em sua vida, e todos estes recursos que ele possuía ele não os usou como deveria, pois tendo tudo isso ele julgava ser alguém. Possuía dinheiro, posição, força física, tinha conhecimento. Que mais poderia lhe faltar? Colocar tudo isso sob o controle de Deus!

 

2ª) 40 anos aprendendo que não era ninguém: 7: 29-30 “a estas palavras fugiu e se tornou peregrino na terra de Midiã, onde lhes nasceu dois filhos. Decorridos 40 anos”

 

Moises, nessa segunda metade de sua existência, estava como muitos de nós hoje nos encontramos: “Não tenho nada, não posso contribuir com nada. Ah! Se eu tivesse na condição de filho do Faraó!”

Muitos de nós quando temos os acessórios não sabemos usa-los, ou os usamos para nossos prazeres. Quando não temos (acessórios) justificamos a inércia pela ausência dos recursos. Deus não necessita de nada que possuímos, Ele é o Senhor! Deus não precisa dos acessórios a nós concedidos para mostrar seu poder. Porém se Ele nos confiou isto, então vamos usa-los da melhor maneira possível, de acordo com o seu propósito.

Ex. Moisés:

  • Passou a ser um pastor de ovelhas, no deserto de Mídia;
  • Onde sua fluência em palavras não adiantava grande coisa;
  • Não possuía poder financeiro (bens);
  • Sua posição era de humildade;
  • Para manejar ovelhas não se necessita de grande força física, mas, habilidade em conduzir o rebanho e paciência para adquirir a confiança destas.

 

3ª) 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém: 7:36 “e Este os tirou, fazendo prodígios e sinais da terra do Egito, assim como no Mar Vermelho e no deserto, durante 40 anos”

 

Os quarenta anos restantes da vida de Moisés, foram anos de lutas e vitórias, tudo que passou nos seus 80 anos anteriores de vida, serviam como base para a condução do povo de Deus.

 

  • Moisés foi um grande legislador, ele não era um leigo qualquer. Toda a instrução aprendida durante sua vida no Egito, e no deserto de Mídia, com certeza estava sendo utilizada na condução do rebanho dado por Deus.
  • Teve paciência na condução do povo. Paciência aprendida com certeza nos vários momentos que teve de solidão junto ao rebanho de ovelhas.
  • Ouvia o direcionamento de Deus. Os anos de aflição e de exílio, tornaram seus ouvidos aperfeiçoados no ouvir.
  • Acatava conselhos – Seu sogro lhe dá uma sugestão seus ouvidos estavam preparados para ouvir.

 

Como conseqüência tornou-se conhecido, pois foi um vaso nas mãos de Deus. Sinais e prodígios, foram realizados através de sua vida. Prodígios que são relembrados até os dias de hoje.

 

CONCLUSÃO

 

“Tudo o que existe nos céus e na terra é seu, ó senhor, e seu é este reino.

Nós adoramos a Deus porque Ele dirige todas as coisas.

Riquezas e honras vêm somente do Senhor, e ele é o Governador de toda a Humanidade;

Sua mão controla força e poder, e é por sua vontade que os homens se tornam importantes e recebem força” (1 Cr 29 .11-12, BV)

 

Não há como concluir esta mensagem sem o entendimento pleno de:

  1. a) Tudo o que existe nos céus e na terra é seu, ó senhor, e seu é este reino
  2. b) Riquezas e honras vêm somente do Senhor
  3. c) Sua mão controla força e poder
  4. d) é por sua vontade que os homens se tornam importantes e recebem força”

 

Cientes de nossa vocação, da soberania do Senhor, de que somos estrangeiros (embaixadores, peregrinos), como utilizar os acessórios que Deus nos confia.

Passar filme 5 minutos.

A) O CONHECIMENTO: conhecimento é poder

 

  • Podemos utilizar nossos conhecimentos de medicina, engenharia, odontologia, direito, pedagogia, enfermagem, construção civil, arquitetura, informática, nossa experiência como empresários, administradores, bancários, e outros mais, como forma de abençoar e fazer crescer o reino de Deus aqui na terra.
  • Nada é perdido, existem segmentos da sociedade que só são alcançados por seus pares.
  • Os cursos que aprendemos em nossa vida secular, podem ser usados no ministério.
  • Deus é quem nos da sabedoria. Assim como Salomão peça sabedoria. Salomão pediu conhecimento com uma finalidade específica: Julgar o povo e discernir prudentemente entre o bem e o mal. As conseqüências desse seu pedido são benignas para ele. (I Reis 3:7-14).

 

  1. B) O DINHEIRO: Riquezas e honras –

 

Dentro da premissa que tudo e todos pertencem ao Senhor e que somos peregrinos nessa terra. Não podemos dizer o nosso dinheiro e sim o Dele.

A Sua palavra nos adverte que somos mordomos, o mordomo não é o dono, é o administrador principal da casa.

O pastor Craig Hill, cita um dado estatístico assustador sobre a nossa mordomia. Vejam bem o exemplo: Se fossem distribuídos R$ 1.000 para 100 pessoas: e após um ano fossemos verificar os resultados da “aplicação”, de 1 a 2 pessoas fariam estes 1.000 reais multiplicar de maneira assombrosa,  8 a 10 pessoas dobrariam estes 1.000 reais, 11 a 20 pessoas colocariam o dinheiro na poupança e  findo o prazo de um ano teriam o mesmo valor do dinheiro guardado, porém, a maioria esmagadora, cerca de 70 pessoas não possuiria mais nada.  Após receber os R$ 1.000,00, correriam para gasta-lo, das mais diversificadas maneiras.

O consumismo, tem sido um grande fornecedor para a carceragem de mamon, o deus do dinheiro. Quanto mais recebemos mais alargarmos o círculo de nossas necessidades. Quanto mais temos, mais precisamos. Tornando-nos assim, escravos. Se não fecharmos o círculo de gastos e necessidades, nunca teremos o suficiente para nosso sustento. Tudo que recebemos fica represado em nossas necessidades.

Os recursos que nos são confiados (uns recebem 1 talento, outros recebem mais talentos) não são para ajunta-los onde a traça e a ferrugem o consomem. Porém aplicá-los corretamente buscando orientação de como usa-los em tempo oportuno. Estes recursos são meios que Deus nos proporciona visando não só nossa realização pessoal, mas, a realização da obra de Deus aqui na Terra.

Todos nós teremos um encontro com o Pai, e, o tesouro que às vezes é guardado com tanto afinco, podemos ter a plena certeza que não iremos levar a este encontro. Portanto, nosso coração deve ser vigiado para não vivermos egoisticamente, pensando exclusivamente em nós mesmos.

 

“Pois todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal. (2 Co 5:10)

 

 

  1. C) A POSIÇÃO: “…é por sua vontade que os homens se tornam importantes…”

 

José é o exemplo de alguém que foi levado a uma posição importante, talvez se olharmos de relance, possamos imaginar que pelo sofrimento que Jose passou, nada mais justo que ele fosse recompensado. E o cargo que ele conquistou foi na justa medida de sua fidelidade, então ele poderia se regozijar na benção que Deus lhe tinha dado.Mas, seria só isso, será que o plano global de Deus não era enviar José para que fosse alçado a uma condição que no futuro poderia salvar uma nação inteira?  José mesmo após ter sido rejeitado pelos irmãos, tão logo teve a oportunidade usou sua posição para salvar seu povo. Cumprindo assim o propósito de Deus.

 

  1. D) A FORÇA: “…e recebem força.” Saúde e disposição

 

Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor.” (Dt. 34:7.)

 

Nós trabalhamos com o sobrenatural de Deus. Nossas armas não são carnais, mas, ESPIRITUAIS. Deus é a nossa força.

Também como acessório que pode nos ajudar, precisamos de saúde física, ânimo, vigor, isso também o Senhor é quem nos dá. Isto tudo com uma finalidade: Prosseguirmos na jornada, cumprirmos a missão que nos foi confiada.

Talvez, no entanto, não tenhamos todos estes acessórios, alguns não possuem nenhum, seria então o caso que estes estariam descartados para a obra? De maneira alguma! Com o talento que recebemos, com ele trabalharemos, ninguém jamais será cobrado por aquilo que não recebeu. Bom será o dia em que ouvirmos “Servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor”

 

“Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele” (I Co 9;23).

Wilson & Maria do Carmo Sandoval 01/10/02

Atualizada em 22/02/2020

Publicado por Pr. Wilson

cumprindo a carreira que me foi proposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: