O DEUS DO IMPOSSÍVEL


O DEUS DO IMPOSSÍVEL

I – INTRODUÇÃO

Elenauro e Suzy
Elenauro e Suzy / 2009

 

Penso que, para a inteligência humana, um dos primeiros impossíveis é a preexistência eterna de Deus. Como entender-se possível a existência de alguém, antecedente a tudo e a todos, tendo essa existência o prazo infinito? Só Deus! Só Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, o Deus Trino, conhece os mistérios de sua existência precedente e de sua eternidade. Ele é o Alfa e o Ômega; o Princípio e o Fim. Ele é Deus ontem, hoje e eternamente: o “Deus do Impossível”.

Por conta dessa falta de fé, o ser humano prefere acreditar que a matéria precede a Deus. Entre o espiritual e o material, o homem, não raro, opta pelo material. Não é muito mais fácil crer que Deus, o Ser Supremo, como criador, fez a criatura, até por questão de lógica? No entanto, o homem ofende a própria razão, ao fazer questão absoluta de crer que Deus não existe, ou, quando muito, existiu depois da matéria física.

Contudo, foi esse mesmo Deus quem tornou possível a realidade física, fazendo-o a partir de um simples comando verbal: “haja luz – e houve luz” – “E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite” – esse foi o primeiro dia da criação do Universo físico-quântico (Gênesis 1:3-5). Com efeito, sem Deus seria impossível sequer conceber-se a luz; e muito mais impossível a eclosão da luz, instrumento materializador de seu incomensurável poder espiritual, para dar corpo à sua obra e torná-la visível aos olhos biológicos do ser humano, que, ao tempo do primeiro dia da criação, ainda estava relativamente longe de ser criado, como ápice desse magnífico empreendimento divino. “Oh profundidade da Ciência e do conhecimento de Deus!”.

O “Deus do Impossível”, assim, criou o majestoso Universo, que tem intrigado e que irá intrigar, para sempre, a Ciência dos Homens, diante da aparente complexidade da criação, sob a avaliação humana. Mas, para o “Deus do Impossível”, não houve dificuldade na feitura de sua obra, no plano físico – esse Universo que nos hospeda.

No que se cabe dentro de sua responsabilidade, também não é complicada, para Deus, a administração e a manutenção de sua criação – porque todas as coisas foram feitas por Ele e nada sem Ele se fez.

Tudo quanto há, no mundo físico, representa, apenas, um “tapete de estrelas”, um “conjunto de corpos celestes” (nele se incluindo a Terra), preparado para servir de base física pavimentada para as caminhadas e estadias da humanidade transeunte, no seu percurso pela Terra e pelos largos espaços siderais, sobre os quais o Senhor mantém o seu mais perfeito domínio.

Por isso, o Salmista Davi (Salmo 19) se expressou no sentido de que: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos…”. O nosso Deus é o “Deus do Impossível” – o “Deus Todo Poderoso – El Shadai”.

Porém, o homem decaiu da presença de Deus, atingido pelo pecado, com gravíssimas conseqüências, para a sua própria existência e para o meio-ambiente em que vive: passou a encontrar obstáculos praticamente intransponíveis, para exercer a mordomia sobre a criação de Deus. Pior que isso, o resultado mais nefasto da queda do homem tratou-se de seu distanciamento de Deus e, por conseqüência, de sua degradação, nos planos  moral e espiritual.

Para viabilizar o seu projeto redentor, Deus escolheu um povo: o Povo Hebreu, iniciado com Abraão. Esse mesmo Deus Javeh fez com que Sarah, mulher de Abraão, que era estéril, ficasse grávida e desse à luz a Isaac, segundo Patriarca. Essa é mais uma evidência de ser Ele o “Deus do Impossível”. Iniciava-se, assim, o cumprimento da promessa de Deus, para com o primeiro Patriarca (Abraão), de que os seus descendentes seriam incontáveis, como a areia do mar e as estrelas dos céus. Da descendência de Abraão nasceria Jesus Cristo, preconizado como o “Messias”, o “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade Príncipe da Paz”.

Em determinado momento de sua trajetória, o Povo de Deus esteve cativo, no Egito, de onde Deus levantou Moisés, para conduzi-lo à Terra Prometida. Esse Povo, conduzido por Moisés, atravessou o Mar Vermelho a seco, milagrosamente, porque o Deus de Israel é “Deus do Impossível”.

No peregrinar do Povo de Deus pelo deserto, Deus fez milagres e milagres, além da travessia do Mar Vermelho: providenciou água, a partir da rocha; providenciou uma nuvem, durante o dia, e uma coluna de fogo, durante a noite, para proteger o seu povo; o maná (pão).

Quantos e quantos benefícios, curas, milagres e conveniências, que comprovam ser Ele “Jeová Jireh” – “O Senhor provê”.

Eu creio em milagres de Deus!

Desde a queda do homem, o “Deus do Impossível” demonstrou-lhe o seu amor e a sua misericórdia, revelados no seu esforço restaurador da humanidade: Deus buscou comunicar-se com o homem, várias vezes e de várias maneiras (v. Hebreus 1:1-4), até que, chegando a plenitude dos tempos, passou a falar conosco por meio de Jesus Cristo.

O mais “Impossível”, sob o ponto de vista humano, seria o Nosso Deus revelar-se em Jesus, como “Emanuel” – Deus Conosco”, para caminhar com o povo, com opção prioritária pelas causas dos pobres e oprimidos.

A respeito desse milagre, o Apóstolo Paulo, na sua Carta aos Filipenses, assim se expressou:

“… Tendo em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus, antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obedientes até à morte e morte de cruz.

Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.” (Filipenses 2: 5-11).

Ele veio para instalar entre nós o “Reino de Deus”. Mas, o seu “Reino”, como Ele mesmo o declarou, “… não é deste Mundo”. Por isso mesmo, Jesus, o “Deus Conosco”, frustrou as expectativas dos poderosos.

Aqueles que aguardavam o “Messias” para um “Reino” Terreno, sequer o reconheceram, até porque seria impossível aos olhos humanos, que o descendente do Tronco de Jessé e da Raiz de Davi, viesse como súdito do poder então vigente neste Mundo –  e não um “Rei”, esperado que era, literalmente, para o exercício de um GOVERNO político.

Porém, dentro de sua VISÃO SALVADORA, Jesus se dedicou aos necessitados – daí os milagres e prodígios que realizou pessoalmente, quando caminhou conosco.

Ele nos ministrou integralmente as lições da Nova Aliança, aos homens e mulheres, com absoluta fidelidade e, a um só tempo, deu provas de seu poder sobre o mundo físico. No seu Ministério, Ele transformou água em vinho, andou por sobre o mar, acalmou a tempestade, multiplicou o pão, curou leprosos, estancou fluxos de sangue, expulsou demônios, deu vista aos cegos, deu fala aos mudos, fez com que os surdos ouvissem, paralíticos e coxos fez andar, deu fala aos mudos, ressuscitou mortos, praticou atos sobrenaturais e realizou maravilhas, entre os homens.

Para ilustrar as palavras ditas até aqui, trago o registro constante do Evangelho de Marcos, Cap. 10, versos de 46 a 52:

“46. E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho e,

47.      ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a chamar: ‘Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!’.

48.      E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: ‘Filho de Davi, tem misericórdia de mim!’.

49. Parou Jesus e disse: ‘Chamai-o’. Chamaram, então o cego, dizendo-lhe: ‘Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama’.

50. Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.

51. Perguntou-lhe Jesus: ‘Que queres que eu te faça?’ Respondeu o cego: ‘Mestre, que eu torne a ver’.

52.      Então Jesus lhe disse: ‘Vai, a tua fé te salvou’. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada a fora.”

Esse texto deixa clara a verdade de que Deus não se limita a apresentar soluções para os impossíveis coletivos: Ele se importa com os nossos impossíveis pessoais. Esse registro é de um fato real:  Bartimeu perdera a visão, por motivos não conhecidos. Naqueles tempos difíceis, não havia Medicina adiantada, na área da visão. Aliás, mesmo com os avanços verificados, o progresso é relativamente pequeno, quanto à recuperação do sentido “visão”.

Naquele tempo, a assistência social era desconhecida e as pessoas deficientes passavam necessidades e agruras.

Os leprosos eram expulsos das cidades – eram chutados para fora dos adensamentos populacionais, como se fossem condenados de morte; os coxos, paralíticos, cegos e portadores de deformidades ou enfermidades consideradas irreversíveis eram deixadas à sua própria sorte (ou falta de sorte … ou ao seu próprio “azar”) – e se tornavam pedintes, nas cidades ou pelos arredores e pelas estradas, vivendo às custas da piedade alheia.

Essa era a situação do cego Bartimeu, para quem era absolutamente impossível recuperar sua visão. Ali estava alguém sem futuro – e ele bem sabia ser humanamente impossível mudar sua sorte. Mas, para ele, era imprescindível que um milagre acontecesse em sua vida – e ele embalava esse sonho.

Em determinado momento, Bartimeu não deixou passar a oportunidade: tomou a postura e a atitude indispensáveis à mudança de vida com a qual sonhava. Ele ousou crer na vitória sobre o impossível e, mesmo sendo um mendigo, lutou pela restauração de sua visão e, com ela, pelo ressurgimento de sua dignidade pessoal e  de sua vida social e familiar.

Aquele mendigo – e cego – ensina a tantos quantos queiram aprender com sua história, que não há impossíveis para Deus.

Mais a mais, Bartimeu nos deixa alguns princípios, para os quais vale a pena atentar toda e qualquer pessoa que, eventualmente, se depare com o impossível.

II – O QUE FAZER DIANTE DO IMPOSSÍVEL

Amados,

Quem, dentre nós, já não enfrentou desafios e, mesmo, situações tão difíceis, que nos pareciam intransponíveis?

E porventura não há quem se encontre, hoje mesmo, diante de um impossível, em determinada área de sua vida?

Aprendamos, então, com o cego e mendigo Bartimeu, a não nos desesperarmos, diante do humanamente impossível.

1.         Devo estar no lugar certo

Bartimeu tinha consciência de seu estado. Mas ele já tinha ouvido falar de Jesus, tanto que sabia tratar-se do “Filho de Davi”. Ele tinha a convicção de que Jesus era poderoso e capaz de realizar a cura de sua cegueira. Ele conhecia a geografia local e sabia que Jesus estava a caminho e fizera a cura de um outro cego, na entrada da cidade antiga de “Jericó”, e que passaria por essa localidade, seguindo para a nova cidade de “Jericó”, situada a 1,5 Km, mais ou menos, da cidade antiga de igual nome. Bartimeu sabia que só havia aquele caminho e concluiu que Jesus passaria por ali. Por isso escolheu um ponto especial, na estrada entre Jericó antiga e a nova Jericó, porque já estava decidido a interpelar o Mestre e pedir sua bênção. Assim, quando Jesus estava a passar, Bartimeu estava ali, no lugar certo.

E quanto a nós?

Cada um deve se perguntar: Há alguma coisa na minha vida que precisa de mudar? Há alguma coisa que precisa se tornar realidade, na minha vida? Eu preciso conhecer mais à pessoa de Jesus? Eu sei que Jesus é o “Filho de Davi”? Eu sei que Jesus é poderoso para realizar milagres, inclusive em minha vida?

Você já ouviu sobre Jesus? Então, creia NELE, como primeiro passo. Creia que Ele é poderoso para resolver os seus impossíveis.

O segundo passo é posicionar-se no lugar certo. Que lugar? ___ No lugar em que Jesus está.

Onde será que Jesus está? Ele está nos lugares por mim freqüentados? Ele está com as pessoas com quem eu tenho andado?

A Palavra de Deus nos afirma que onde estiverem 2 ou 3 reunidos em nome de Jesus, Ele está ali, naquele meio (Mateus 18:20). Jesus está no meio das pessoas que o seguem. Foi assim no caso do cego Bartimeu e é assim, em qualquer situação.

Se aquele cego estivesse em outra estrada, fugindo do ruído dos seguidores de Jesus, o seu impossível jamais seria levado ao conhecimento do Salvador – Bartimeu não teria experimentado aquele milagre, que mudou sua vida.

Quem foge de Jesus não pode vencer os impossíveis. Quem não procura o lugar certo, para acessar à bênção, não tem como recebê-la. Quem prefere a derrota, por meio da fuga de Deus, da murmuração, do desânimo, da generalização e da falta de iniciativas proveitosas, nunca recebe o milagre da restauração. Ser decidido é uma postura determinante para vencer.

Há hoje alguém esperando para se dirigir a Jesus? Para falar com Jesus? Para Clamar o nome de Jesus? __Ele está hoje a passar pelo caminho, na minha vida e na sua vida. Muito mais que que passar, Ele quer ficar na minha vida e na sua vida.

Cada um de nós diga a si mesmo: vou me posicionar no lugar certo: o lugar onde Jesus está; o lugar pelo qual Jesus tem estado; o lugar em que Jesus está passando ou vai passar; o lugar em que Jesus vai me ouvir e conversar comigo.

2.         Se eu clamar Jesus me ouvirá e me atenderá

Bartimeu clamou: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”. Ele sabia que a multidão era grande e que o barulho era intenso.

Quem sabe embora estivesse no lugar certo, não seria notado por Jesus? Mas, se ficasse calado, Jesus não o ouviria. Preferiu clamar, em altos brados. Muitos, dentre os que seguiam a Jesus, mandaram que o cego se calasse. Tais seguidores de Cristo certamente pensavam que Jesus se cansara de curar.

Mas, Bartimeu não se importou com a mensagem dos pessimistas e passou a gritar ainda mais alto: “Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”.

Infelizmente, Amados, entre aqueles que seguem a Jesus ainda há os que somente participam da multidão. Eles supõem que o simples andar perto do Reino é suficiente. Quem sabe, por osmose, serão tidos como Filhos da Luz? Não compreendem a Missão de Deus e não se apercebem que andar com Deus é viver e comunicar o Evangelho. São verdadeiras pedras de tropeço, pois, além de não se engajarem no Reino de Deus, impedem os que querem seguir a Jesus. Muitos chegam a confessar um evangelho do egoísmo: eu estou salvo … … não me importo com mais nada.

Há hoje alguém duvidando do Poder de Jesus para curar? Do Seu poder de libertar? Do Seu poder de salvar? __ Vamos, então, experimentá-lo! Temos que experimentar o poder do Senhor! Ele está hoje a passar … e quer ficar na minha e na sua vida.

Continuou o cego a gritar … e gritar … e gritar!!!! –  até que Jesus o ouviu. Jesus ouve a quem lhe dirige clamor. A um coração quebrantado Deus jamais desprezará. Clama a mim e responder-te-ei e anunciarte-ei coisas grandes e firmes,que não sabes! – diz o Senhor.

Não basta estar no lugar certo. É preciso clamar.

Devemos perseverar no nosso clamor, mesmo que para tanto tenhamos que ignorar os conselhos de desânimo dos que não têm fé, dos que querem nos calar e dos que não se importam conosco.

Jesus poderia curar aquele cego, sem que fosse necessária uma aproximação maior, por parte do solicitante. No entanto, mandou que aquele homem fosse trazido à sua presença, no meio da multidão. Desse fato concluímos que a prioridade de Jesus é para quem se aproxima dele.

Outra questão importante: Jesus não foi pessoalmente chamar aquele homem. Ele mandou que os seus seguidores o chamassem e o buscassem, trazendo-o à sua presença. Isso significa que Jesus quer usar os seus seguidores, a fim de que tragam pecadores e necessitados à sua presença.

Jesus tem um ministério para nós, os seus servos: buscar o necessitado do milagre, para a sua presença.

Muitas pessoas vivem solicitando orações alheias, como que de intermediários “contratados” para fazer a interligação Homem-Deus; outros buscam cartomantes ou mesmo “profetas”, para solicitar soluções para os seus mais variados problemas; ou confiam em patuás, pés de coelho, trevos de quatro folhas, fitas do Senhor do Bonfim, e tanta coisa mais. Há os que vão a festas religiosas, aos círios e às lavagens de escadarias de templos,  ou mesmo, os que procuram “gurus”, para que sejam mediadores espirituais seus, ao invés de clamarem diretamente a Jesus Cristo. São dependentes espirituais, que se esquecem de que entre Deus e o Homem só há um reconciliador: Jesus Cristo; esqueceram-se de que o Senhor Jesus está à porta e bate; que Jesus quer ter um diálogo direto com a pessoa necessitada; que Deus ama a cada um de nós, mesmo sendo um pecador.

De feito, as orações intercessórias são importantes, sim. Mas não substituem a súplica individual do necessitado.

Vale a pena clamar, diretamente, ao Senhor.

3. Devo deixar tudo para seguir ao Senhor

O verso 50 de Mateus 10 é muito significativo: “Lançando de sai capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus”.

Bartimeu, naquele instante estava, certamente, com os seus bolsos cheios de moedas. Ele vivia de esmolas, de óbulos, fruto da generosidade de alguns. Mas aquele pobre cego abandonou sua própria capa e tudo o mais que nela se continha, quando foi informado de que Jesus iria manter audiência com ele.

Certa vez Jesus disse a um jovem rico: “Vai, vende tudo o que tens, daí aos pobres e, então, vem e segue-me, e terás um tesouro nos céus”. Seguir Jesus é ser capaz de deixar tudo … tudo, mesmo – eis a lição que nós dá aquele cego, sobre como vencer o impossível.

4. Devo definir o meu pedido e assumir a responsabilidade

No lugar certo, Bartimeu clamou, foi ouvido e levado à presença de Jesus. Isso não bastou. Jesus solicitou que aquele cego dissesse, expressa mente, o que queria, ao lhe indagar: “Que queres que eu te faça?”.

É visível que essa pergunta formulada pelo Mestre a Bartimeu foi proposital:

a)           porque Jesus queria que aquele homem tomasse a decisão de lhe pedir, exatamente, o que queria;

b)          porque Jesus quer ter comunhão com a pessoa a ser atendida e curada; Ele quer ter um contato pessoal com quem dele solicita o milagre; para que o milagre aconteça, o penitente deve se aproximar de Jesus;

c)           porque Jesus quer ouvir o nosso pedido, diretamente; Ele quer fazer amizade com o miraculado e quer compreender o seu contexto.

Bartimeu teria que assumir a responsabilidade do pedido, pois, uma vez curado, não mais poderia viver de esmolas. Teria que trabalhar pesado, para sobreviver. Ele aceitou o desafio de declarar o que queria.

Portanto, aquele cego pedinte foi até Jesus e seguiu os primeiros passos com Jesus. Resultado: recebeu de Jesus o milagre pretendido.

5. Devo estar pronto para seguir Jesus

Jesus disse àquele homem: “Vai, a tua fé te salvou”.

Porém, o cego optou por seguir a Jesus: “foi seguindo Jesus pelo caminho” – diz o texto.

Isso é gratidão. Eu não devo só buscar o milagre, mas buscar o Senhor do milagre (tecer considerações sobre outras curas e a quantidade de miraculados agradecidos – dos 10 leprosos, só um; dos milhares que participaram das multiplicações dos pães, pouquíssimos; daqueles que tomaram o vinho feito da água, alguns; de tantos quantos eram libertos, em geral, o número, também, não era expressivo).

III – CONCLUSÃO

Peço a cada pessoa aqui presente que faça a si mesmo as seguintes perguntas:

a) Tenho me posicionado no lugar certo?

b) Tenho clamado a Deus, a ele pedindo solução para os meus impossíveis?

c) Tenho deixado à margem os conselhos dos desencorajadores?

d) O Senhor está me ouvindo e me olha com compaixão?

e) Tenho deixado de lado a minha capa, isto é, tudo aquilo eu me prende e me impede de conhecer melhor a Jesus?

f) Tenho definido, em cada situação, o meu impossível?

f) Tenho exposto os meus impossíveis diretamente ao Senhor? Ou tenho sido orgulhoso(a), soberbo(a) e vaidoso(a), incapaz de confessar a minha necessidade?

g) Tenho assumido a responsabilidade pelo meu clamor?

f) Tenho sido pedra de tropeço, dificultando a aproximação de pessoas até Jesus?

g) Estou disposto a andar com Jesus, ou busco, apenas, a solução para os meus impossíveis?

h) Sou apenas um caçador de bênçãos, ou sou um vetor de bênçãos? A bênção vem a mim, somente, e comigo encerra o seu curso, ou é levada adiante? A minha única pretensão é a solução de meus impossíveis?

Você mesmo pode formular outras perguntas, que lhe vieram à mente, no decorrer desta Palavra.

Amado, quero que você reflita na verdade de que Jesus, no caso do cego Bartimeu, operou não apenas a cura física desse homem. Na verdade, Jesus fez mais que isso: restituiu a Bartimeu sua dignidade pessoal, restaurou sua vida social e viabilizou uma nova vida familiar, para esse homem.

Por fim, o mais importante, nesse relato, é que Jesus operou em Bartimeu o maior milagre: salvou-o, restaurando-lhe o relacionamento com Deus, de acordo com o que consta do texto lido – ele se tornou um discípulo de Jesus. O Senhor sempre faz muito mais que aquilo que pedimos ou pensamos. Todos os impossíveis daquele homem foram ultrapassados.

Que Deus nos abençoe. Que ao apresentarmos os nossos impossíveis ao Senhor, possamos receber Sua resposta: “Vai, a tua fé te Salvou”. Amém!

(Brasília/DF, 17/10/2010 – Elenauro Batista dos Santos)

Publicado por Pr. Wilson

cumprindo a carreira que me foi proposta

5 comentários em “O DEUS DO IMPOSSÍVEL

  1. Esse texto é muito importante. Saber que o DEUS que criou o UNIVERSO, cheio de complexidades, está do nosso lado para resolver NOSSOS IMPOSSÍVEIS. Basta entregarmos as nossas vidas por completo nas mãos DELE, fazermos tudo o que for do nosso alcance e confiarmos que o IMPOSSÍVEL será solucionado.
    SOMOS MUITO FELIZES, POIS DEUS TEM SOLUCIONADO MUITOS IMPOSSÍVEIS NAS NOSSAS VIDAS!!
    ABRAÇOS, COM CARINHO, DE ADEMIR E VALQUÍRIA.

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