5. RELACIONAMENTOS CONSERTADOS
“O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12:31).
A maior dificuldade do homem é se relacionar. Todas os conflitos são ligados a área relacional. Ken Sade em seu livro “O pacificador” (pag. 30 e 31), diz que nos conflitos temos uma oportunidade de glorificar a Deus. Podemos mostrar nestes momentos, o nosso amor, respeito e confiança nele. Cita ainda, que isto pode ser feito confiando em Deus, não resolvendo as situações sobre nosso próprio critério, mas, segundo a sua direção.
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas Sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal” (Pv 3:5-7).
Uma das maneiras mais poderosas de glorificar a Deus, e fazer o que Ele manda “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste a fazer” (Jo 17:4). Não podemos glorificar a Deus em rebeldia. Podemos ainda, imitar a Deus, em vez de seguirmos os moldes do mundo para resolver conflitos, devemos seguir a orientação do Apóstolo Paulo a sermos “imitadores de Deus, como filhos amados” (Ef 5:1).
Temos o exemplo de Cristo de em sua exortação sobre vingança: “Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amais os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. Aos que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica; dá a todo que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda. Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Lc 6:27-31). Estas orientações são passos para andarmos juntos, como família, congregação, em nosso trabalho, no lar, por onde quer que andemos.
Para entendemos sobre relacionamento, começa por tentarmos, primeiramente, entender a nós mesmos. Nossa identidade esta intimamente ligada à nossa maneira de relacionarmo-nos. Uma identidade alterada, produz, severas alterações comportamentais.
Há um dito popular, que diz que pelo fruto se conhece a árvore, e com base nisso, iremos descobrir um pouco da árvore. Ao comentarmos sobre semeaduras nas vidas, queremos evidenciar as conseqüências dessas semeaduras.
Tentaremos também, dissertar sobre estas conseqüências focando o ângulo da justificação de cada um para seus erros. Ter amor próprio é um dos caminhos primordiais. Quem a si mesmo não se ama, como poderá amar o seu próximo? Ter amor por si mesmo, também é se aceitar do jeito que é, que foi feito, olhando não para atributos físicos, ou psicológicos, mas, tendo a revelação de seu valor e sua identidade como filho de Deus.
“O nível histórico-pessoal do perdão é provavelmente o mais difícil. É simultaneamente o mais sutil e o mais grosseiro, o mais oculto e o mais obvio. Perdoar nesse nível requer que você examine crenças estabelecidas há muito tempo e que agora prejudicam sua experiência e sua crença na sua capacidade fundamental de ser amado, na sua inocência, bondade, inteligência, dignidade e valor. O auto-perdão no nível histórico-pessoal tem suas raízes na infância e tem a ver com a cura da vergonha e da culpa prejudiciais.(Pag. 148) – Dra. Robin Casarjian, O Livro do Perdão”.
O Senhor diz em Oséias 4:6 que o seu povo está sendo destruído por lhe faltar conhecimento. Sim, muitos não conhecem a Deus, e, grande parte daqueles que já O conheceram, não sabem e não desfrutaram do Seu imenso poder de sarar as conseqüências do pecado.
