A GRAÇA DA GENEROSIDADE


 

A GRAÇA DA GENEROSIDADE

Pr .Iran Bernardes da Costa

 

 

Em tudo o que fazemos no reino de Deus, uma coisa é sempre necessária que esteja presente em nossa consideração, a motivação. Com relação às contribuições que fazemos, sejam elas em trabalho, tempo, doações, dízimos e ofertas, tudo deve ser feito sob uma real e sadia motivação.

 

Como líderes que somos, como podemos motivar corretamente nosso povo a contribuir significativa e fielmente, mesmo em tempos de recessão, desemprego, ou quando os membros da igreja se acham menos conscientes deste privilégio, ou mesmo em caso de estarem apáticos ou hostis? Como motivar bem o nosso povo sem, contudo, praticar constrangimentos ou abusos?

 

“A igreja só fala em dinheiro!”, é o que as pessoas dizem, quando estão nesse estado de espírito. São muitos os fatores que fazem deste assunto uma questão muito delicada e complexa e deixam os pastores meio reféns e sem liberdade para abordarem a questão. Primeiro, tem-se observado que a grande maioria dos pastores não dispõe de uma preparação adequada; o fato de o salário deles provir da igreja os torna ainda mais imobilizados, e por outras razões essa importante questão bíblica deixa de ser francamente ministrada na vida do povo de Deus. Entretanto, quando temos o conhecimento da doutrina da mordomia cristã, a compreensão e a convicção de  que a Palavra de Deus é verdadeira  e fiel, nós também temos  toda a liberdade para tratar deste assunto, bem como de todos sos demais desígnios de Deus  revelados nas Escrituras.Os líderes que desejam estar alinhados com as Escrituras e, se sentirem seguros e com liberdade para tocarem o assunto, precisam descobrir o ponto vital do ensino bíblico sobre a matéria.

 

Nosso texto é I Coríntios 8:8-15. Escrevendo aos Coríntios, o apóstolo Paulo demonstra que sentia o dever de lidar com esta questão delicada – dinheiro – precisamente sob circunstâncias bastante gravosas. O tema de Paulo era a ajuda para Jerusalém, ou seja , ofertas para sos irmãos menos favorecidos de Jerusalém. O modo como Paulo tratou do assunto nos chama a atenção. Sua abordagem foi honesta, e, como não poderia deixar de ser, CRISTOLÓGICA.

 

Paulo decidiu fazer esse sincero, mas dramático apelo, pois para ele as ofertas dos coríntios seriam um meio tangível (sacramento) deles demonstrarem amor aos irmãos de Jerusalém (Gálatas 2:10).

 

De fato, os gentios, agora, deveriam se sensibilizarem ante o sofrimento dos irmãos judeus. Em sua Primeira carta aos coríntios Paulo refere-se a essa coleta que pretendia levantar (I Coríntios 16:1). Agora  o apóstolo escreve sua segunda carta, na qual inclui seu veemente apelo (II Co. 8,9), pedindo que aqueles irmãos completassem a parte deles naquela coleta. Para mover o ânimo dos coríntios para aquele propósito, o de envidar todos os esforços  para reunirem uma grande doação, Paulo precisava ter o cuidado de motiva-los corretamente. precisava duas virtudes, honestidade e persuasão. Não seria uma tarefa fácil. Paulo já havia tratado os coríntios um pouco duramente sobre outros assuntos e agora não poderia “mercadejar” a Palavra de Deus, como é muito comum em nossos dias, na igreja eletrônica. Então ele procedeu teologicamente como muita prudência.

 

A ABORDAGEM DO APÓSTOLO

 

O apóstolo aborda a doutrina da mordomia cristã tendo como fundamento sua pura cristologia. A teologia de Cristo defendida por Paulo seria a sua única argumentação. Para isso ele explora, como um ardoroso advogado cristão, um conceito cristológico, quase irresistível. Esse conceito vem da própria palavra Cristo. Cristo quer dizer “aquele que foi ungido”, crismado, carismado. A palavra cristo é um verbo na forma passiva. Com relação a Jesus, o filho de Deus, isto significa que ele recebeu a ministração do Espírito Santo que o tornou cristo, ou seja, cheio de graça. [A palavra grega de onde vem esse conceito é a palavra xaris (charis), que quer dizer graça, daí dizer-se carismático.

 

Então, Paulo utiliza a palavra graça (charis) como base de seu argumento, como passamos a ver.

 

Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande generosidade (2 Coríntios 8:1,2).

 

Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza , vos tornásseis ricos (2 Coríntios 8:9).

 

Suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim haja igualdade, como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e os que pouco, não teve falta (2 Coríntios 9:14).

 

Essa é a mesma graça  que capacitou os macedônios a participarem da mesma ação benevolente em favor dos irmãos da igreja em Jerusalém, mesmo em face à sua “profunda pobreza” (8:1).

 

Também a própria coleta é chamada de graça. “…o que nos levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também complete essa graça entre vós” (2 Coríntios. 8:6). “…e em todo cuidado, e em nosso amor para convosco, assim também abundeis nesta graça” (8:7). É a própria oferta que é chamada de graça, ou seja, “uma obra graciosa”, que se torna possível pelo poder do Espírito Santo. “E não só isto, mas foi também eleito pelas igrejas para ser nosso companheiro no desempenho desta graça ministrada por nós, para a glória do próprio Senhor  e para mostrar a nossa boa vontade” (8:19). Além do mais, Paulo está certo de que Deus suprirá os coríntios de toda a graça, isto é, toda a bênção, assim descrita: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda  boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre” (2Coríntios 9:8,9).

 

A graça de Deus manifesta na generosidade dos coríntios  certamente inspirará os cristãos de Jerusalém (beneficiários da graça) a orarem por eles, como sugere o texto bíblico: “…enquanto oram eles a vosso favor, com grande afeto, em virtude da superabundante graça de Deus que há em vós” (9:14).

 

Muito apropriadamente, Paulo conclui sua argumentação sobre a coleta que pretende levantar entre os coríntios, agradecendo a Deus por sua graça, vista primeiro nos irmãos da Macedônia, e, agora, esperada também dos coríntios, como segue: “Graças a Deus pelo seu dom inefável” (9:15).

 

A mais comum declaração sobre a graça, neste texto, ocorre em 8:9: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza, vos tornásseis ricos”.

 

Aqui  Paulo  procura estabelecer uma co-relação vital entre o fato Cristo e a necessidade de se fazer a coleta. O material e o espiritual são aqui necessariamente vinculados. Como isso é possível? Precisamos descobrir porque Paulo introduz a graça exatamente neste ponto. É porque essa abordagem cristológica de Paulo, explorando a graça de Cristo, é essencialmente didática com respeito a dar e receber, e, especificamente falando de bens materiais, ou financeiros.

 

Em Segunda aos Corintios 8:1-7, Paulo explora o exemplo dos macedônios, que fizeram uma contribuição generosa e muito expressiva para o mesmo projeto, mesmo em faca à extrema pobreza deles.

 

Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.”

Com isso em mente -graça- ou seja, o conjunto de conhecimento, atitudes e ações dos macedônios, Paulo envia Timóteo aos corintios para finalizar a obra graciosa, a coleta para os irmãos de Jerusalém. Agora Paulo insiste com os corintios, os quais eram muito ricos de outros dotes carismáticos (dons), que sejam também exemplares nas ofertas solicitadas.

“Como, porém, em tudo, manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra como no saber, e em todo cuidado, e em nosso amor para convosco, assim também abundeis nesta graça” (8:7).

 

É muito gratificante para nós, também destinatários das cartas de Paulo, ver que ele não nos trata em termos de coerção ou obrigação, mas em termos de espontaneidade própria da graça.

 

“Não vos falo na forma de mandamento, mas para provar, pela diligência de outros, a sinceridade do vosso amor” (8:8).

 

Naturalmente, usando o exemplo dos macedônios, Paulo corria o risco de motivar erroneamente os Coríntios, sugerindo indiretamente, uma competição sobre que daria mais. Contudo, o apóstolo ressalta a liberalidade dos macedônios em meio a tanta pobreza, sob a grande rubrica da graça (8:1). Paulo faz referência aos macedônios, não para compelir os Coríntios  a darem, mas para oferecer-lhes a oportunidade de passarem no teste da generosidade do amor deles. Ou não é assim que o amor deve ser demonstrado? Amor não pode ser comandado; somente demonstrado. Amor não é imposto; é expressão de voluntariedade.

 

O que mais poderia provocar uma resposta em amor dos corintios ao apelo do apóstolo? Somente a graça de nosso Senhor Jesus Cristo (8:9). Só uma cristologia bíblica poderia dominar mentes e corações  para se tornarem prontos a atender aos clamores dos empobrecidos de Jerusalém. Nós observamos a graça de Cristo primeiramente eu Sua encarnação, assim descrita:

 

“Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, por sua pobreza, vos tornásseis ricos” (8:9).

 

O filho de Deus se tornou “pobre”, provavelmente não no sentido de pobreza terrena, mas quanto a ter deixado toda deixado toda a sua glória e riquezas celestiais, para tornar-se em figura humana, como em outro lugar declara Paulo:

 

“Pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de sevo, tornou-se em semelhança de homens;e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilho, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:6-8).

 

O propósito da encarnação de Cristo foi para que nós (no caso, os corintios), nos tornássemos ricos. Assim observamos que Paulo tem em mente, não a pobreza e a riqueza materiais, e sim, espirituais, com descreve em I Corintios 1:4,9):

 

“Sempre dou graças a [meu] Deus a vosso respeito, a propósito da sua graça, que vos foi dada em Cristo Jesus; porque, em tudo, fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento; assim como o testemunho de Cristo tem sido confirmado em vós, de maneira que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo; o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis  no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus,pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor”.

 

O que é, de fato, essa graça que tanto nos enriquece? Paulo,na abrangência de sua caristologia, tem na graça as obras de Cristo a nosso favor, em todos os valores soteriológicos, como por exemplo, a justificação, a reconciliação, a regeneração, a libertação, a adoção, a habitação do Espírito Santo, e muito mais. Estes são valores da riqueza que provem da pobreza do Senhor Jesus.

 

Será que o apóstolo Paulo está sugerindo  que os coríntios e ou os cristãos em geral  devam tornar-se pobres de tal maneira que  os outros (os de Jerusalém) viessem a se enriquecer? O que você pensa? Certamente não. Pelo contrário, Paulo traz à mente a figura da encarnação de Jesus para afirmar que os coríntios já tinham sido enriquecidos pela graça de Jesus Cristo e assim pudessem responde livremente em amor às necessidades dos outros. Não sendo resistida, a graça pode tocar a todos e transformá-los. Sendo real a graça em nossas vidas, todos podemos  compartilhar dos nossos recursos  com os outros, e certamente obteremos em retorno muito amor. É isto que é a realidade do princípio da encarnação. E, de fato, a oferta dos coríntios para os irmãos da Judéia, é a melhor explicação do significado prático da encarnação.

 

De uma forma maravilhosa, a encarnação de Cristo, de uma vez e para sempre, funde as duas realidades, tanto a espiritual como a material em uma única realidade. Não há mais distinção entre uma e outra. A vida em Cristo não é simplesmente “uma doce comunhão mística” com um outro mundo. O drama da redenção acontece onde nós vivemos, no contexto da realidade histórica, em Jesus de Nazaré. Assim, compartilhar com os outros é uma excelente maneira de vivenciar a própria encarnação do Verbo Divino. Isto é graça. Nós não podemos manifestar que somos irmãos apenas através dos sentimentos místicos, mas através da realidade do nosso dia-a-dia.

À luz dessa graça transformadora, os coríntios poderiam renovar seus esforços para abençoarem os irmãos de Jerusalém. Sabemos que não lhes faltava o desejo, e agora contam também com a oportunidade. Deus não se preocupa com o tamanho do donativo, mas com a intensidade do desejo de seus corações. Às vezes nós nos sentimos inseguros diante do desafio de contribuir; às vezes  temos o receio de nos empobrecermos. Em tempos de recessão, crises, desemprego, isto é compreensível. Os coríntios poderiam  ter sentido que Paulo quisesse inverter as posições, tornando-os pobres e os da Judéia, ricos. E até parece mesmo, mas era isso. É certo que Deus não queria o empobrecimento de ninguém; o que Ele queria era ver o princípio da igualdade funcionando. Igualdade quer dizer que a atual abundância de alguns, supra a falta de outros.

 

Assim, o que pode motivar nosso coração a contribuir para o sustento da igreja, ou para outra causa igualmente justa? Temos visto que correntes doutrinárias diversas tem sugerido varias motivações, com caráter ético pouco recomendável. Como exemplos podem ser incluídos:

 

  • Ø Nobilidade – “Vocês viram o quanto ele é generoso?”
  • Ø Solidariedade humana – “Nós somos todos iguais”.
  • Ø Necessidade – “Temos que ajudar os pobres”.
  • Ø Reconhecimento pessoal – “Vou receber um ótimo brinde”.
  • Ø Auto-gratificação – “Serei muito feliz ao dar”.
  • Ø Campanhas – “Deus vai retribuir”.
  • Ø Lealdade para com a igreja – “Tenho que mostrar que sou fiel”.
  • Ø Rivalidade ou inveja – “Quero ser o maior dizimista”.
  • Ø Reputação – “O homem é reconhecido por sua generosidade”.
  • Ø Graça – “Sua oferta é um gesto de gratidão”.

 

Os casos acima mostram o quanto é fácil desenvolver teologias e hábitos que supervalorizam motivações secundárias ou apelativas. Por isso, temos que tear muito cuidado; precisamos basear nosso apelo, ou fazer nossa contribuição, antes de tudo, sobre um firme fundamento teológico, ou seja, na cristologia que expressa a graça de Deus em Cristo.

 

Não há dúvida alguma; nossa motivação em dizimar e ofertar não pode ser humanista, mas cristológica; não pode ser centrada na natureza egoísta do ser humano, mas na natureza graciosa de Jesus Cristo. Para que seja assim, precisamos adotar três procedimentos fundamentais:

 

Identificação – Precisamos, antes de tudo, identificar a graça de Jesus Cristo – A Bíblia nos diz que “Ele, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que por sua pobreza, vos tornásseis ricos” (veja também Rm.3:21-26; 5:1-21; 8:18-30; ICo. 3:21-23; IICo. 12:1-10; Ef. 1:3-314).

 

Experiência – Experimentar a graça de Jesus Cristo – A graça são todos aqueles valores soteriológicos que Deus em Cristo nos disponibilizou. Podemos verificar isto em nossa vida ao observarmos que não tínhamos identidade nem destino; agora somos cidadãos do reino de Deus; sabemos que somo em Cristo e sabemos porque estamos aqui. Agora somos filhos de Deus com propósito na vida. Conhecendo e experimentando a graça de Jesus, o discípulo abre seu coração em amor e generosidade (Rm. 5:6-11; Gl. 4:4; Col.1:15-20; Jo. 1:1-18; Jo. 17:4,5; B. 2:5-18).

 

Resposta – Responder à graça de Jesus Cristo – “De graça recebestes, de graça daí”. Nossa resposta não será na base secundária de motivação, mas fundada na graça que recebemos e que gera em nós a correspondente gratidão por aquilo que Cristo fez por nós.

A pregação do apóstolo é dialógica; isto é, Deus fala e o homem responde. A graça é demonstrada e nós nos movemos em amor, respondendo com nossa generosidade em gratidão, não em pagamento, mas em reconhecimento. Temos na narrativa bíblica inúmeros exemplos de respostas, tanto negativas como encorajadoras e até comoventes. Na categoria dos antitéticos, podemos citar:

 

O jovem rico (Marcos 10:17-31)

Os nove leprosos (Lucas 17:11-19)

 

Dos exemplos comoventes temos :

 

A viúva pobre (Marcos 12:41-44)

A mulher pecadora (Lucas 7:36-50)

Zaqueu, o publicano (Lucas 19:1-10)

 

OREMOS

 

Pai celestial, reconhecemos que tu és o único Deus, digno de receber a glória, a honra e o poder; porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas. A ti, oh, Deus, sejam tributados o louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graça, e a honra, e o poder, e a força, pelos séculos dos séculos. Amém.

 

Senhor, sempre estamos em busca das bênçãos de Deus; agora, porém, estamos em busca do Deus das bênçãos. Não raramente temos estado em busca de homens de Deus; agora, porém, estamos em busca do Deus dos homens. Diariamente temos pedido bênçãos para nós mesmos; agora, porém, queremos que tu, Senhor, faças de nós uma bênção para os outros.

 

Amado Pai, para nós, líderes cristãos, não há outra alternativa senão a de Ter uma vida inflamada pelo fogo do Espírito Santo. Nós precisamos Ter um coração abrasado pelo teu amor para que possamos amar o nosso povo e os perdidos. Sabemos, Senhor, que tu , a igreja, e o mundo estão procurando homens que tenham corações ardentes – pela glória de Deus. Sabemos que somente assim, seremos eficazes na grande tarefa de arraigar o evangelho no mundo.

 

O mundo cheio de materialismo, indiferentismo, incredulidade e escárnio espera uma resposta de tua parte, e nós sabemos que esta resposta deve vir através de corações incendiados pelo teu Espírito, de todos nós que estamos nos púlpitos e nos bancos de nossas igrejas, bem como dos nossos seminários, faculdades teológicas e institutos bíblicos. Inflama-nos a todos, oh, Deus!

 

Pai, nós, líderes cristãos, pouco ou nada poderemos fazer para causar impacto na vida daqueles que estão à nossa volta, se não estivermos abrasados pelo teu Espírito. O mundo em que vivemos está pouco ligando para com a maioria das programações das igrejas, pois nossas igrejas, muitas vezes, não passam de aduladoras de homens e se ocupam com atividades voltadas para seus próprios programas, enquanto o mundo parece aguardando uma resposta de Deus através de seu povo.

 

Nosso pai, cremos que é preciso muito mais do que igrejas evangélicas. Muito mais do que igrejas cristãs evangélicas. Muito mais do que igrejas com uma simples tradição pentecostal. Precisamos de igrejas cristãs incendiadas pelo Espírito Santo.

 

Levanta, oh, Deus, nestes dias, uma igreja no espírito e no ministério de Elias. Clamamos por uma igreja no poder e na autoridade de João Batista. Precisamos de uma igreja profética na graça e na unção do Espírito de Jesus Cristo.

 

Faz de cada um de nós, oh Deus, como fizeste a Wesley: “um homem ofegante correndo atrás de almas”. Faz de cada um de nós o que fizeste a Adam Clark, “que de tanto viver em favor dos outros, foi consumido pelo fogo”. Faz de cada um de nós como fizeste a Davi, “o homem segundo o coração de Deus”. Senhor, às vezes nos impressionamos com o testemunho de tais homens do passado, mas isto não passa de uma breve onda de emoção; mas o que precisamos desesperadamente para sermos uma bênção para o mundo de hoje é que sejamos incendiados pelo Espírito de Deus. A geração passada já cumpriu ou deixou de cumprir sua tarefa. Hoje Deus só pode abençoar a geração atual através da igreja atual; mas isto só será possível se nós estivermos ardendo no fogo do Espírito.

 

Sobretudo o que desejamos e precisamos em nossas vidas, oh Deus, em nossos dias, é de fogo. O fogo santo de Deus, queimando nossos corações; agindo em nossas mentes, impelindo nossas emoções, dando erudição às nossas línguas, trazendo vibração e entusiasmo às nossas faces, vibrando em nossas ações, expandindo nossa capacidade intelectual, ungindo nossa mensagem, derretendo nossas vidas e fazendo-as correr como um rio de águas vivas em favor do mundo cansado e opresso.

 

Senhor Jesus, um cristianismo sem paixão nada poderá fazer em favor de ninguém. Um pastor sem fogo do Espírito não pode levar sua igreja às chamas do Espírito; um líder não pode levar  seus liderados para mais perto de Deus, do que ele mesmo está.

 

Meu Deus!!! Não há maior necessidade em nossas vidas e igrejas do que estarmos incendiados pelo fogo divino. Não basta sermos sadios na fé; nós temos que ser totalmente possuídos por Cristo, totalmente apaixonados pelo seu amor; totalmente abrasados com o seu poder e glória. Oh, Deus, como precisamos de fogo! Fogo do teu altar, fogo do teu amor, fogo do teu Espírito. Temos tido muitas coisas, mas ainda nos falta a mais importante: FOGO!

 

Deus de Israel dá-nos a experiência de Elias no monte Carmelo. Os profetas de Baal no monte Carmelo tinham o altar de pedras; tinham a lenha e o novilho para o sacrifício. Tinham tudo; só lhes faltava o fogo. Tinham suas orações, mas não tinham fogo. Tinham um deus, mas não tinham fogo. Aleluia!

 

Deus de Elias, queremos reviver a experiência de teu servo Elias. Glória a  Deus! Obrigado, Senhor, porque Elias tinha o altar de pedras, tinha a lenha, tinha o sacrifício, tinha até água derramada por cima; e além de tudo isto, ele tinha fogo. Fogo do alto. Fogo de Deus.

 

Senhor, hoje o mundo está cheio de altares, de orações, de sacrifícios, mas não tem fogo. Oh Deus de Elias, derrama fogo no altar de nossas vidas, e o mundo saberá que só tu és Deus e que nós somos o teu povo. Fazei diferença oh Deus, entre a verdadeira religião e a falsa.

 

A igreja de hoje tem tudo. Tem bons pregadores; tem bons pastores, tem presbíteros e diáconos; tem bons templos e sofisticados equipamentos; tem bons métodos; tem até membros ocupando cargos no governo; tem tudo, só esta faltando fogo. Tudo esta pronto, senhor, manda  o teu fogo sobre a tua igreja. Oh, Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Elias, fique hoje sabido que tu és Deus em nosso meio e nós somos o teu povo. Responde-nos, Senhor! Responde-nos! Para que este mundo saiba que tu és Deus. Caia, agora oh Deus, fogo do teu Espírito, para consumir o sacrifício, e a lenha, e as pedras, e a terra, e até a água em volta do nosso altar. Então, senhor, o mundo reconhecerá que tu és Deus e que Jesus Cristo é o Teu enviado.

 

Louvamos e te exaltamos, Senhor, porque tu és Deus em Israel; e porque nós somos servos, e porque as tuas obras e palavras são verdadeiras.

 

Oh, Deus de Elias, fica provado hoje, diante de todo o povo, que os aparatos de nossas igrejas por si só são insuficientes e que todas as nossas melhores estratégias são ineficientes, se não tiver fogo. Fogo Divino.

 

Reconhecemos de uma vez e para sempre, que é o fogo que faz a diferença. Faça, Senhor, notória esta diferença em cada um de nós e em todos nós coletivamente.

 

Oh, fogo divino, desce sobre nós de novo, como foi em Pentecoste! Inflama-nos a todos e a cada um de nós. Oh, Deus, inflama-nos agora mesmo! Aleluia!

 

Desce sobre nós, oh fogo divino, e faz de nós a força irresistível de Deus no mundo; desce sobre nós e desperta-nos para um grande avivamento; desce, oh, divino fogo e faz de nós um poderoso exército. Amém! Aleluia!

 

Oh, Deus, eu que não passo de uma fagulha, faz de mim uma selva em chamas pelo teu Espírito. Louvado seja o teu santo nome. Assim nós oramos em o poderoso nome de Jesus, o teu santo servo. Amém.

Publicado por Pr. Wilson

cumprindo a carreira que me foi proposta

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